sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Esse meu desapego

  Sempre ha um momento na vida que temos que apertar o play, ou ate, delete. Muitas vezes isso exige tempo e determinação.
   Apertei esse play e delete ha uns 3 meses. Meu grande problema foi que fiquei estagnada com um passado que fazia questão de me afundar, poxa, meus 480 "amigos" do Facebook, se eu deletar o meu nunca mais terei noticias de ninguém, deletar ou não?
   Foi quando surgiu essa duvida de me manter ou não conectada com pessoas com as quais eu não interagia, não eram meus amigos, e os poucos que eu considerava amigos, e que me deixavam o sentimento de permanecer com aquela linha, passavam semanas sem responder uma simples mensagem que não tomaria 5 minutos. Pensei, repensei, e exclui o Facebook,  Foi um alivio total, me acostumei fácil.
   Exclui alguns contatos velhos na agenda, me afastei de algumas pessoas. Uma amiga próxima me disse que sou bastante radical nessa área, não que eu seja radical, mas tem certas coisas e sentimentos que já não se encaixam mais. E eu me sinto incomodada. Meu cabelo também foi alvo de meu desapego, posso dizer, que minha marca também foi alvo. Sim, meu cabelo sempre foi elogiado, um cabelo cacheado, longo desde que eu era criança, aqueles cachos longos e jogados de lado. Em um dia qualquer de outubro, peguei uma tesoura, coloquei uma musica, claro, pesquisei, pensei se era mesmo o que eu queria. E sim. Era o que eu queria. Cortei acima do ombro. Pode parecer bobeira, mas eu precisava provar para mim mesma, que eu não precisava de um cabelo longo para me achar bonita, e eu precisava de uma mudança.
   Agora venho tentando desapegar de meus medos, me apoiar nos sonhos, na força de vontade de querer algo novo para vida. Com alguns acontecimentos acabei me tornando extremamente desconfiada, com um medo de encarar o mundo la fora, quando eu me via em uma situação com o mundo externo, eu inventava qualquer historia para fugir. So que eu tenho algo a realizar, eu preciso tirar essa sensação que irei ser atingida a qualquer momento, e se eu for atingida, que eu encare com a força daquela garota de dezessete anos.
  Enfim, na vida ha momentos do basta, basta dessa fragilidade, basta sentimentos que não me acrescentam, a vida precisa de desapegos internos e externos, Esse desapego e uma forma de crescimento pessoal, uma forma de vencer a si mesmo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

My Mad Fat Diary

 So tenho a dizer que fiquei super viciada nessa serie (hahaha).
Eu havia visto em um blog sobre a serie, como sempre faço, anotei em minha agenda. Porem sou aquele tipo de pessoa que enrola para ver algo, quando finalmente paro para assistir, acabo desistindo na metade. Enfim, decidi assistir.
 A serie retrata a vida de Rae, uma adolescente acima do peso que sofre preconceito, e com isso a leva a se cortar.A historia se passa em Lincolnshire na Inglaterra, depois de ficar 4 meses em uma clinica de recuperação, na volta para casa ela encontra Chloe, uma amiga de infância, a mesma apresenta Rae a um grupo de amigos, Rae vê ali uma oportunidade de recomeçar, porem esse e o começo de altas aventuras e a descoberta de si mesma.
 Bom, não irei contar toda a historia da serie, pois o melhor e a sensação de ansiedade por cada minuto e episodio. Eu gostei bastante, pois e uma serie que retrata bem a maneira como muitos adolescentes se enxergam, a serie retrata de uma forma divertida e tocante a rotina de Rae, os problemas, os relacionamentos ( Finn hehehe),  e com tudo isso consegue passar boas mensagens. A maneira como enxerga a si mesma, a forma como ela se coloca para baixo quando se compara a outras garotas, e a forma como ela deve mudar essa situação e se olhar de uma maneira diferente. Uma serie bem tocante. E a trilha sonora e fantástica, incluindo Oasis ( a banda preferida de Rae), Blur, The Cure, e The Smiths ( quase surtei quando escutei, e uma das minhas bandas preferidas "Take me out tonight"...). 
 Agora estou na espera da terceira temporada...


Imagens: Google

domingo, 23 de novembro de 2014

Apenas escute


 Depois de passar o dia pensando, deitada e aproveitando para escutar o som da chuva, resolvi me levantar. Comecei fazendo o que gosto, depois pesquisando sobre cuidados com cabelos, algumas entrevistas de famosos em inglês, só para dar aquele up. Ler algo que me ajudasse de alguma forma, escutar boas musicas.
 E pensei em matar a saudade de algumas musicas e descobrir novas. E teve algumas que a letra sempre me inspirou, por esse motivo resolvi coloca-las aqui.
 Vamos escutar um pouquinho!!

1-Still that girl- Britt Nicole



2-All this time-Britt Nicole


3- And Run- He is We


4- Breakaway Kelly Clarkson


 Sei que as vezes passamos certos conflitos com nosso interior, e acho que esse seja o pior conflito. Ficamos tao perdidos, desanimados, a chance dessa situação piorar e muito grande, a grande mania de se deixar afundar, e esquecer de nos mesmos. O medo de arriscar o novo, medo de se decepcionar, medo de não ir bem no trabalho, medo de não ser fiel a Deus, medo de não encontrar um amor verdadeiro. Sempre penso que isso são fases, as quais tenho que ter controle, tenho que saber ate onde posso ir. A questão e ter amor próprio, enxergar nossos talentos, nossa beleza, parar de nos colocar la embaixo. Quero esquecer o que me disseram. Quero viver. Eu sempre disse a mim mesma que não me permitiria apenas existir, que a vida tem uma essência, tem uma simplicidade que muitos fecham os olhos. Pois a vida tem muito mais. 
 Abraços.


sábado, 22 de novembro de 2014

Hoje

  Duas da manha, fones de ouvido, o sono parecia ter me abandonado. Meus pensamentos não se aquietavam, poxa, de alguma forma tudo vem retornando, eu já estava conseguindo.
 Aquela vontade de deixar tudo de lado, apenas por um momento, apenas por hoje, eu gostaria de voltar a ser aquela garota de dezessete anos. Sei que talvez um dia eu volte aqui e leia esse texto, e pense: Poxa, acho que eu não estava legal, me lembro que aproveitei para furar a dieta com três pedaços de panquecas e vários copos de refrigerante, era uma meta parar com o refrigerante.
 Passar o dia no quarto lendo algum livro, escutando musica. Sei la. Ouço algumas pessoas perguntando de mim, mas prefiro não responder. Conversando com uma amiga, ela me diz que eu preciso sair dessa. Particularmente fiquei meio sem saber, mas ela volta a dizer que esse meu modo de achar que todos querem me atingir de alguma forma, achar que as pessoas não são bem intencionadas, ou esse medo de sair, de fazer outras coisas. e que se eu me entregar ao desanimo, ao medo de não conseguir, irei acabar com meu futuro.
Antigamente sempre coloquei na minha cabeça que eu não queria apenas existir, sempre lutei pela minhas coisas, sempre fui tao entusiasmada, tinha todo um roteiro de vida, o meu grande sonho. Não estou reclamando, e muito menos tentando me deixar mais para baixo. Mas quando me lembro que uma pessoa disse que eu nunca conseguiria, e que eu só estava atrapalhando, foi como se aquilo adentrasse em minha mente e não saísse de forma alguma.
 Sempre acreditei muito nas pessoas, só para se ter uma ideia, as pessoas me chamavam de simpatia, sorriso, ou diziam: eu nunca vi essa menina triste, só sabe sorrir. Hoje em dia procuro não deixar as pessoas se aproximarem, arrumo alguma forma de cair fora de qualquer tipo de relacionamento, ou apenas me afasto daqueles que "considerava" meus amigos.
 Sei que não deveria escrever esse tipo de texto, sei que deveria passar uma imagem de vida cor de rosa, porem essa e minha realidade no momento. Esta dentro de mim, sei que sera trabalhoso tirar esses pensamentos, um dia isso tudo terá sido apenas uma fase ruim, na vida de uma pessoa comum. Quem sabe amanha.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Marcas na alma

  Hoje meus pensamentos estão borbulhantes. Sei que já tirei tantas coisas, pessoas, tudo aquilo que ficava me prendia, eu precisava abrir um novo caminho.
  Porem ainda ha algo que me incomoda. Ou sera que sou eu que nunca estou satisfeita com nada? Nao sei. Acho que as marcas, elas ainda são visíveis, eu consigo vê-las, e o mais difícil, eu consigo senti-las. Isso me incomoda. Tento recorrer a alguma formula magica. Leio blogs, livros, escuto musicas, me acalma, sossega meu interior. Mas as marcas continuam ali.
  Tento respirar e continuar, eu não posso parar agora, qual e o meu problema?
Eu tenho um futuro, as palavras daquelas pessoas, as mentiras, a falsidade, eu não posso me deixar levar, não posso permitir que minha vida se passe, não posso me deixar acreditar no que disseram. Eu sei que sou capaz, sempre lutei pelo que sonhei.
  Eu tinha muita vontade de conhecer novas pessoas, tinha uma vontade imensa, e uma coragem maior ainda. Hoje eu estava procurando algumas coisas na internet, parei um pouco, e por alguns instantes me achei incapaz, meu coração acelerou, foi uma sensação tao estranha. Tenho medo de me sentir contra a parede, tenho medo que calem minha voz, tenho medo que me coloquem para baixo.
  Parei para pensar se valeria a pena continuar a escrever, porem eu gosto, acho que quando leio meus textos, posso pensar em o que devo mudar, se meus sonhos continuam os mesmos. Sempre escrevi, sempre guardei meus sentimentos em uma folha de caderno, em uma agenda jogada no fundo do guarda roupa.
 Sera trauma? Eu não consigo deixar de sentir um leve pavor em pensar em uma nova amizade, um namoro, emprego. O medo de não conseguir, medo de desapontar, e o grande medo que me desapontem, que digam as mesmas coisas que escutei. Disseram que estou muito pensativa hoje, na verdade, estou todos os dias.
 Tenho que de alguma forma tentar reverter esse quadro, se eu deixar essa correnteza me levar, poderei me afogar na frente, tenho um futuro. Tenho que voltar. Preciso de coragem. Preciso me amar. Preciso mostrar a mim mesma que sou capaz, que de alguma forma eu não tenha permitido que tudo aquilo tenha tomado parte do meu ser. Preciso ir em frente. Preciso sonhar.
 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Um pedaço do Mundo: Groenlândia

  Posso falar uma verdade? Pois bem, nunca pensei em falar sobre a Groenlândia, nunca, jamais, nunca.
Mas essa semana resolvi sentar no sofá e assistir um filme com meu sobrinho, o titulo era: A vida secreta de Walter Mitty, já assistiram? De repente passou algumas cenas na Gronelândia, achei engraçado que era super deserto, não tinha muitas pessoas. Ai pronto. Fiquei meio interessada em conhecer mais, comentei com meu sobrinho e ele disse: Eu que não tenho vontade, não tem nada para fazer (hahaha). Mas sou do contra, fui buscar algumas informações do local, que de certa forma me chamou bastante atenção.
 A Groenlândia e uma nação constituinte autônoma do Reino da Dinamarca, considerada a maior ilha do mundo. So para se ter uma ideia, a Groenlândia e a segunda maior reserva de gelo do mundo, ficando atras apenas da Antártida, "Antártida"!!! Ja deu para entender como deve ser fresquinho la
 ( haha).
Tem cerca de 57.564 (2008) de habitantes, a principal religião e o cristianismo com 96,65% de praticantes.
 Fiquei encanta com o pais, tem uma beleza digna de admiração. Vamos ver algumas imagens?
Vamos!!!













Viu que lindeza?
Amei conhecer, mesmo sendo por imagens e algumas leituras.
Imagens: weheartit. (Amo!! Baixei o aplicativo, e vivo pesquisando imagens inspiradoras).
Vou indo, fiquem com Deus.
Beijos!!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Marcas na janela

  Você se foi mais uma vez. Foi. Sem me avisar, ao menos ousou se despedir. Ainda vejo sua imagem refletida no espelho, suas marcas de dedo na janela.
  Algumas peças de roupas estão espalhadas pela casa, sua jaqueta pendurada ao lado da porta. O seu perfume exala por cada comodo. Alguns fios de cabelo na fronha alva, e por falar nisso, você gostava tanto daquele travesseiro. Ainda coloco uma segunda xícara todas as manhas e fins de tarde na mesa. Nos dias ensolarados vou ate varanda e fico observando. Talvez. Talvez você apareça de surpresa. Você sempre gostou de surpresas. Como essa que você acabou de fazer.
  O livro que você estava lendo ainda continua na mesinha ao lado da cama, pagina 75 marcada. As vezes ainda o folheio, na leve esperança de encontrar algum sinal, talvez você só tenha resolvido brincar, e tenha espalhado dicas de onde te encontrar pela casa. Ha dias que vou no parque, me sento em frente ao lago, alimento as aves, como costumávamos fazer aos finais de tarde.
  Talvez eu esteja criando muita expectativa em torno de sua volta. Quem sabe, eu esteja me afundando a cada dia, esteja arrancando pedaços de mim. Esteja me enganando, talvez  seja uma forma de não enxergar a realidade, a forma de não me permitir sentir a dor. Aquela musica me lembra tanto você, mas devo ser sincera comigo mesma.
  Em algum momento eu terei um súbito de raiva e apague todas suas lembranças, pelo menos as possíveis, as materiais. Rasgarei nossas fotos, quebrarei sua xícara, doarei suas roupas. E quando isso acontecer eu não permitirei mais suas surpresas em minha vida. Na verdade, creio que você já tenha decidido não me surpreender mais.

Imagem: We heart it

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aos dezessete
























  Hoje não pude me conter, acho que todo o mundo tem um dia desses. Esses dias que você faz do possível para engolir o choro,  em que ficamos engasgados,  sei la.
  Particularmente odeio isso, mas e quase impossível não ocorrer. Parei por um instante e comecei a reparar que tantas coisas foram ficando para trás, reparei o quão distante os meus sonhos estavam. Como se eu estivesse em uma estrada, e olhando pela janela, eu acompanhasse tudo ficando para trás, uma estrada longa.
  Ao telefone não pude suportar, e desabei, em alguns momentos tive que tirar o celular de perto, e respirar profundamente. Ha uns três anos, eu tinha toda forca para lutar, hoje me culpo, me culpo por não ter essa tal coragem. Paro para pensar e sinto uma certa saudades daqueles dias, sei que devemos seguir em frente, mas hoje vejo meus sonhos tao distantes.
 Me lembro perfeitamente daquela garota que aos dezessete tinha uma bravura, decidiu encarar de frente um mundo desconhecido, não que hoje eu não tenha, mas...sei la, pode ser que hoje eu não tenha. Eu não gosto muito de desabafar com alguém, pareço demonstrar uma fraqueza, um medo.
Me lembro daqueles dias cinzentos, lembro que eu não conseguia dormir de tanto frio na barriga, frio de esperança, frio de passar horas na cama sonhando acordada, de ter apenas a luz do celular para escrever na agenda, pois já era tarde para ficar com a luz do quarto acessa.
  Hoje me sinto tao distante, me sinto perdida, ate tento dar alguns passos, mas as vezes e impossível prosseguir. Sei que as vezes pareço chata desabafando, porem gosto de escrever nesses momentos, Na verdade prefiro desabafar por meio da escrita, do que com pessoas, ela são muito imprevisíveis. Porem, nunca me esquecerei dos meus dezessete, nunca me esquecerei daqueles dias, lembro que as pessoas usavam suas palavras para destruir meus sonhos, eu ate chorava, mas seguia. Hoje, parece que tudo aquilo se juntou, como se cortassem minhas forças.
  Sei que um dia esses sentimentos irão passar, talvez seja apenas uma fase, uma daquelas que e preciso para nos encontrarmos, talvez seja o momento para criar forças, o momento de encontrar aquela garota que aos dezessete resolveu mudar de país, aquela que aos dezessete tinha uma força de vontade, tinha uma paixão pela vida. Que saudade daquela garota.

Imagem: We heart it