terça-feira, 1 de abril de 2014

Um passado. Um fantasma.

       
    Um medo que tenho que encarar a cada dia, ele me olha firme, as lembranças de um passado, as imagens de um presente, a esperança de um futuro. Sim. Ele me assombra.
Minhas mãos tremulas, minha mente conturbada, essa felicidade totalmente embaraçada, a cada sorriso uma palavra sufocada, a cada lagrima uma decepção presa. Meu passado que bate a porta. Um fantasma que me assombra, quantas vezes bati a porta para que você desaparecesse, fechei os olhos na expectativa que sumisse de uma vez por toda, mas você continuava ali, me olhando, sugando cada energia. Maos na face e cabelos, alguns fios bagunçados, leves movimentos.
   Cada movimento bem articulado, você me persegue, posso ver suas sombras, seus vultos. Seria mais fácil gritar, arranca-lo. Mas continua ali. E não sei quanto tempo continuara. As marcas, cicatrizes. Quando penso que se cicatrizarão, elas se abrem novamente, sangram, doem. Pare. So te peço que pare. Nao quero essas marcas. Quero meus sentimentos lisos. Esses toques. Sons. Imagens. Cada lembrança.
   Tentei manipular cada passo, cada palavra, mas errei. Pisei tao falso, tao errado, me joguei na lama, joguei meus sentimentos ao vento, ele se foi, se foi. Nao entendo. Nunca entenderei. Ainda posso sentir a brisa daqueles dias solitário, daqueles dias em que todos sumiram. O que eu fiz? O que eu disse?
Apenas sumiram, me lembro o quanto me doeu, vocês me abraçavam, diziam que me amava, e de repente sumiram, sumiram sem explicação. Procurei em cada canto um abraço. Ah como me doí. Ainda me lembro, lembro daquele dia que me olhei no espelho.  As 5 da manha. Porta do banheiro trancado, mãos na pia, sentimentos ao chão, lagrimas escorrendo entre minha face, chegando ao pescoço e adentrando em minha roupa. Ainda posso senti-las. Foi uma dor. Continua sendo uma dor. Voces sorriam, gargalhavam. Para onde vocês foram. Aonde. Minha alma grita, minha alma anseia, anseia por essa pergunta sem qualquer resposta.
  Voces. Eu. Eles me machucaram. Foi como pauladas, facadas, não sei. Ainda não sei, e não desejo saber. Apenas esquecer. Esquecer um passado. E apagar esse fantasma da minha mente. Esquecer...apagar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário