segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Aquela velha carta

Em meio a turbulentos momentos, diante da saudade, de uma velha espera, meus pensamentos ainda buscam sua imagem, meus olhos procuram você em uma rua qualquer, em um momento do cotidiano, meus lábios procuram os seus, minhas mãos ainda procuram as suas para que assim possamos entrelaçar nossos dedos.
Ainda me lembro de nosso último olhar, foi difícil, me segurei. Ah segurei. Tentei desviar o meu olhar, mas eles insistiam em te olhar como se fossem ímãs, tentei, parei, respirei, ate que você inusitadamente veio com um sorriso de lado, me deu um breve oi, acompanhado de um abraco, foi rápido, durou apenas segundos, mas desejei ficar ali encostada em você por longos minutos. Mas nos despedimos com um verdadeiro Adeus. Era o nosso último olhar.
Todos os dias acordo com aquela sensação de que encontrarei uma carta sua, velha e empoeirada, talvez o papel já esteja amarelado, e algumas letras já clarearam. Aquela velha carta que você decidiu me escreveu para fazer uma surpresa, para expor seu sentimento, uma carta com um lindo poema ou a letra de uma música que representasse tudo que sentíamos, as vezes quando escuto o assovio do carteiro, corro, corro com toda expectativa, com os cabelos ao vento e pés descalços, as vezes volto com algum arranho provocado por alguma queda, meus lábios descascados de tanto que os mordo por causa da ansiedade, meus olhos esperançosos. Procuro alguma notícia sua, ainda tenho aquela rosa que você me deu em nosso passeio, claro, ela está seca dentro de um livro, em uma página qualquer.

Apenas queria…queria aquela velha carta, talvez você tenha desistido de escrever, tenha rasgado, guardado, ou ate enviado para outro alguém, mas aquelas palavras escritas naquele papel, não importando o destino dado, aquelas palavras eram os seus sentimentos em forma de escrita, e tenha certeza, ainda espero aquela velha carta.

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